sábado, 28 de maio de 2011

Afinal o q é sentir saudades?

 

Afinal o q é sentir saudades?



Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver um futuro que nos convida...


Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos
que continuam...


Só uma pessoa no mundo deseja
sentir saudade..
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos;
Não ter por quem sentir saudade,
Passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca

ter sofrido.

Pablo Neruda.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Perdoe-me

 Perdoe-me
 
Perdoe-me se quando
Você precisou da lua,
Só pude te trazer as estrelas,
Pois não alcancei além delas.
Perdoe-me se quando você teve
Vontade de chorar,
Fiz com que você sorrisse,
Eu pensei que estava fazendo o certo,
Mas fazê-lo guardar as lágrimas
Não foi uma boa opção para te ajudar.
Perdoe-me por ter chegado
Adiantada demais na sua vida,
Mas foi porque pra estar ao seu lado
Eu prefiro sair sem relógio.
Perdoe-me se não fui
Tudo aquilo que você esperou,
Mas quase tudo na vida
Não é do jeito que pensamos.
Perdoe-me por ter te mostrado
Uma outra visão da vida,
Mas ao menos você pode descobrir
Que preto e branco
Apenas são algumas das muitas cores
Que podem existir ao nosso redor.
Perdoe-me por ter optado
Em conquistar o seu amor,
Perdoe-me...

Teu Amor.


Teu Amor.
Eu esperei
Por teu amor.
A vida inteira.
No amanhecer
Eu procurei,
Mas não te encontrei.
No anoitecer
Eu desejei,
Reencontrar
Aquele que me ensinou a amar.
Desejos perdidos,
Estrelas falsas.
Eu quis sorrir
Não mais chorar.
Meu coração começou a gritar.
Sentimentos que não morrem,
Momentos que eu não esperei.
Me dediquei
Ao teu amor,
Dedicação que foi em vão.
Eu me perdi
Em um sonho,
Que jamais se tornará real.
Tentei amar
Quem me amou,
Mas meu coração não deixou,
Me proibiu,
Me condenou,
Com Teu Amor...

Fabiana Thais Oliveira.
 

domingo, 15 de maio de 2011

GESTÃO DE RESULTADOS

GESTÃO DE RESULTADOS

Em uma cidade do interior, viviam duas mulheres que tinham o mesmo nome:
Marta.
Uma era Freira e a outra Taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro as esperava:
- O teu nome?
- Marta
- A freira?
- Não, a taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica com "fios de ouro".
Pode entrar.
A seguir...
- O teu nome?
- Marta
- A freira?
- Sim, eu mesma.
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de "linho".
Pode entrar.
A religiosa diz:- Desculpe, mas deve haver algum engano. Eu sou Marta, a freira!
- Sim, minha filha, e ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho...
- Não pode ser! 
Eu conheço a outra, Senhor.
Era taxista, vivia na minha cidade e era um desastre! Subia as calçadas, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas.
Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 65 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ela recebe a túnica com fios de ouro e eu esta?
- Não há nenhum engano - diz São Pedro. É que, aqui no céu, adotamos uma gestão mais profissional do que a de vocês lá na Terra...
- Não entendo!
- Eu explico: Já ouviu falar de GESTÃO DE RESULTADOS? 
Agora nos orientamos pelos resultados e observamos que nos últimos anos cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam.
E cada vez que ela conduzia o táxi, as pessoas rezavam!!!
Resultado é o que importa!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O amor.

O amor:
Oamor quando se revela
Não se sabe revelar
Sabe bem olhar pra ela
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
  Pra saber que a estão a amar
Mas quem sente muito cala
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala
Fica só inteiramente.
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar
Já não terei que contar-lhe
Porque lhe estou a falar.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 4 de abril de 2011

As tartarugas.

 As tartarugas.


Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquinique.
As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram 7 anos preparando-se para  passeio.
Passados 6 meses, após acharem o lugar ideal, ao desembalarem a cesta de piquenique descobriram que estavam sem sal. Então, designaram a tartaruga mais nova para voltar em casa e pegar o sal, por ser a mais rápida. A pequena tartaruga lamentou, chorou e esperneou. Concordou em ir, mas com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. Três anos se passaram.... Seis anos.... e a pequenina não tinha retornado. Ao sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha já não suportando mais a fome, decidiu desembalar um sanduíche. Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:
- Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal.

Moral da historia:

  Na nossa vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma... Desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossa expectativas. Ficamos tão peocupados com o que os outros estão fazendo que deixamos de fazer o que nos compete. 
Como disse Mário Quintana: " O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso." " Não venci todas as vezes que lutei. Mas perdi todas as vezes que deixei de lutar."

Feijões ou Problemas.


Feijões ou Problemas

Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas
um poderia sucedê-lo. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para colocar a
sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão que deveriam colocar
dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos.
As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio
anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta como é que ele havia conseguido
subir e descer com os feijões nos sapatos:

- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.

Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.

Problemas são inevitáveis.
Já a duração do sofrimento é você quem determina.
                             
APRENDA A COZINHAR SEUS FEIJÕES!